QUESTIONÁRIO DE PROUST A ...
filipa melo
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Filipa Melo nasceu no Cuíto em 1972. É jornalista desde 1990 – altura em que integrou a equipa fundadora da Visão.

Colaborou em diversas publicações, Expresso, Grande Reportagem, Ler, Público (foi responsável pela edição do suplemento Mil Folhas), Diário de Notícias e O Independente. Na televisão foi jornalista e editora de vários programas e, em 2013, assinou a autoria e apresentação de Nós e os Clássicos, na SIC Notícias. Estreou-se na ficção com o romance Este É o Meu Corpo (2001), traduzido em sete línguas. Em 2015, dirigiu a revista Epicur e, no mesmo ano, publicou o livro de reportagem Os Últimos Marinheiros. Seguiu-se O Dicionário Sentimental do Adultério, na Quetzal, em 2017.

Atualmente, assina crítica literária na revista Ler e nos jornais Sol e “i”, coordena e ministra uma pós-graduação em Escrita de Ficção, na Universidade Lusófona, em Lisboa, e é vogal do conselho diretivo da Fundação Dom Luís I (Cascais).

Sem dúvida, uma mulher que gosta de «Palavrar» por isso convidámo-la a responder ao famoso Questionário de Proust.

Qual é a sua ideia de felicidade plena?

A família e os amigos felizes, a cabeça (e a casa) arrumadas, um livro para ler, um livro escrito e outro por escrever.

Qual é o seu maior medo?

A dor: minha ou dos que me são próximos.

Qual é a característica que mais detesta em si mesmo?

A procrastinação.

Qual é a característica que mais detesta nos outros?

A mentira.

Que pessoa viva mais admira?

Os grandes – a noção de grandeza está fora de moda e é pena.

Qual é a sua maior extravagância?

Ter tempo só para mim e para a escrita.

Qual é o seu estado de espírito mental?

Depende do dia.

Qual considera ser a virtude mais sobrestimada?

A beleza.

Em que ocasiões mente?

Por coisas de nada ou coisas extremas.

O que menos gosta na sua aparência?

Os joelhos.

Que pessoa viva mais despreza?

Os extremistas.

Qual a característica que mais aprecia em homens?

A generosidade.

Qual a característica que mais aprecia em mulheres?

A generosidade.

Que palavras ou frases usa excessivamente?

“Calma!”

O quê ou quem é o maior amor da sua vida?

Os meus filhos. Os livros. Os amigos.

Onde e quando foi mais feliz?

Não me lembro.

Que talento mais gostaria de ter?

Multiplicar as horas do dia.

Se pudesse mudar uma característica em si, o que seria?

Talvez o nariz.

Qual considera ter sido a sua maior conquista?

Assumir-me como sou.

Se morresse e voltasse, que pessoa ou coisa seria?

Prefiro ser surpreendida.

O que mais valoriza nos seus amigos?

A generosidade, o humor.

Quem são os seus escritores favoritos?

Assim, de cabeça: Shakespeare, Dante, Keats, Dickens, Baudelaire, Tolstoi, Rimbaud, Yeats, Lorca, Withman, Pirandello, Proust, Bashevis Singer, Clarice Lispector, John Updike, Iris Murdoch, Saul Bellow, John Banville, Martin Amis, Javier Marías, …

Quem é o seu herói da ficção?

Dom Quixote..

Com que figura histórica mais se identifica?

Em pequena, queria ser Madame Curie ou Florence Nithingale.

Quem são os seus heróis da vida real?

Os corajosos, os génios.

Quais são os seus nomes favoritos?

Martim, Mariana.

Do que é que menos gosta?

Não gostar de gostar de alguma coisa.

Qual é a sua aversão de estimação?

A soberba.

Qual é o seu maior arrependimento?

Não me ter percebido mais cedo.

Como gostaria de morrer?

A dormir.

Qual é o seu lema de vida?

“Nunca ninguém se perdeu. Tudo é verdade e caminho.” (Fernando Pessoa)