O mudo
Era uma vez…perdão, era uma voz, como defende Afonso Cruz. Segundo o autor, todas as histórias deveriam começar pela segunda forma, porque quem as conta tem voz própria, muito sua, singular. A minha voz não fazia barulho. Nasci mudo. As nuvens engoliram o som quando nasci. Não chorei. Aquelas formas brancas de água condensada choraram […]









