Luciana Morais
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Uma ideia assoma à mente, insidiosa. Ignorá-la parece a solução mais simples, mas a intrusão torna-se um incómodo constante. É como um murmúrio de frequência desconhecida, difícil de sintonizar, mas impossível de calar. O volume cresce, a impertinência transforma-se em necessidade, até que não resta alternativa senão agarrá-la e destrinçá-la. E é na escrita que
Ecos de uma Nova Ética Read More »
Maria estava no café, numa breve saída de casa, para espairecer um pouco. Percebeu que o bebé de quatro meses estaria com fome. Ajeitou-o ao colo e começou a amamentá-lo. Num repente, foi abordada por alguém que rosnou o que bem entendeu por vê-la a amamentar naquele espaço, com pessoas ao redor. Entre outros brindes,
As mamas são de quem as tem Read More »
O cavalete balançava no chão irregular da encosta onde tinha sido colocado. Parecia que podia cair a qualquer momento, a cada pincelada. Vanessa não se importava. Estava demasiado perdida na cena que se desenrolava mais abaixo da colina verde, e que passava para a tela. Um grupo de pessoas juntava-se à volta de um buraco
Estudo em Carmesim Read More »
Não dei ouvidos. Não dei ouvidos à minha irmã mais velha quando me aconselhou a não ir para o seminário. Quando me prometeu que cuidaria de mim o resto da vida, conhecendo-me de ginjeira e sabendo que eu jamais aceitaria casar e assentar com uma mulher que nunca poderia amar — por razões óbvias. Homens
O medo é um destruidor de esperanças, um ladrão de sonhos. Nos primeiros treze anos de uma vida incolor, o medo, o meu carcereiro, detinha a chave da masmorra onde me encerrava todos os dias. Os sons e os cheiros, os gatilhos do pânico, reuniam-se em conluio com ele quando essa hora se aproximava. O