Revistas

Uma lágrima

Uma gota, uma lágrima, orvalho subtil,caiu da alma chorosa       no rosto de perfil.Nasceu do sofrimento, da memória… não cessa,é da saudade um mar, um eco de promessa. Na face, um reflexo do que evita falar,caminhos de tristeza entrechocam-se, querem regressar.A lágrima escorrega e o coração grita,um silêncio profundo na noite habita. Há calma na […]

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Sonoridades

Na moral sonora sem automatismo. Irrompem nela forças conscientes; Há sons tão genuínos e neles cismo! Embelezam e rostos ficam radiantes.   Rios com os seus murmúrios sussurrantes. Ficam no nosso ouvido de tão musicais. Caminham e contornam pedras gigantes! Nas suas margens ouve-se cantar rouxinóis.   São cantares que irrompem pela natureza. Que nos

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Construo pontes

Construo pontes sobre rios revoltos em dias de tempestade Em provação defronte num fluxo convolto em momentos de fatalidade E carrego no peso dos dias uma sentida agonia De me perder desalentado na luta de permanecer agarrar-me à vida, viver Mas não me entrego abandono, renuncio, deixo fujo, desamparo, desleixo O meu interno estado o

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O grito

O grito ergue-se, mudo, da garganta, ensurdecendo quem está em seu redor. Não com o som, com o atordoar do verbo que não é falado, do veredito resoluto que lhe sai como um pulsar, irreprimível, que ninguém é capaz de refrear!   No escoar das horas, dos dias, dos anos, o grito esgotou-se… Quem o

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Amoral

Compasso febril de pele ardente,cordas em tremor a vibrar na boca,murmúrio de sereia, voz rouca,tange o corpo em clave decadente. Dedos solfejam na carne fremente,arcos que entornam a nota louca,estrofes de prazer, harmonia oca,onde o pudor se rende ao inexistente. Eis a moral que o gemido desafia,timbre de lábios em ritos secretos,requiem profano de anatomia.

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