Revistas
Tempo
É veloz e corre rápido como uma criança,Deixa feridas expostas que ficam abertas,Anda mais devagar e traz-nos esperança!Quero ir amando e fazendo descobertas. Contigo, imagino paz, amor, magia e fantasia,Um mundo com as cores do bonito arco-íris,Ciência de mãos dadas com a escrita e poesia,Um mundo envolto na beleza dos dias primaveris. Que para as
Um retiro de paz
Caminhando entre o silêncio e a palavra Num encontro com a voz da alma Escutamos a natureza Esboçamos suaves acordes E no timbre de cada poeta Somos a cor que cada um traz Somos voz e somos pela Paz! A luz que nos corre nas veias Abre caminhos e esperança Resplandece no abraço Que
Se eu fosse pedra
Se eu fosse pedra queria ser a ardósia antiga onde escrevi pedrinha de jogar com que brinquei valado vestido de musgo onde a luz é o luar. Queria ser estátua na cidade e no museu esfinge sem idade. Se eu fosse pedra queria ser banco para descansar e nunca pedra de arremessar. Queria ser pedra
Finding neverland
Não sei onde te perdemos: se na curva, por não ser reta se na reta, por não ser curva. A memória guarda futuros balanceados nos teus pés, ainda que ande às voltas numa espiral na senda do branco sem encontrar, sequer, uma qualquer cor do arco-íris. Soltas o vento que apontamos às mãos dos outros,
Aisha
Aisha é uma menina que vive numa aldeia varrida por tempestades, mesmo sem rio ou mar. As cabras dóceis pastam no tempo. A linguagem da tristeza instalou-se. Os sorrisos perderam o seu poder redentor. Só há pedras fustigadas pelo vento. Numa boneca com um braço perdido, inventam-se mundos, criam-se enredos onde brincam meninas de cabelos
Procuro-te
Onde estás? Procuro-te nas ondas e marés, Na água salgada das lágrimas derramadas, Nos rios e riachos que desaguam nas mágoas da maresia. Onde estás? Procuro-te nas palavras errantes, Nas palavras engolidas que provocam indigestão E corroem as veias e artérias do coração. Raios! Onde estás? És invisível aos olhos? Intocável às mãos?
A gaveta dos efémeros
Abro a gaveta da pequena cómoda. Range. As roldanas roçam nas corrediças gastas. Espreito, curiosa, para dentro e observo a solidão das meias, numa solicitude partilhada por pares, unida pela cor. Mostram traços da idade, reflexos do medo, a perda da tonicidade, da cor da juventude. Verto os dedos sob as costuras, o olhar sob
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Os socalcos da paixão
Pelo vento da poesia arrombaste as fragas da minha solidão, Os teus dedos descortinaram o silêncio dos meus olhos, Os morangos respiravam ofegantes nos nossos lábios, A paixão da tua língua irrompia nos socalcos do meu corpo, O meu sorriso deleitava-se no teu peito, As veias do carinho pintavam memórias no nosso outono, Mergulhemos, meu
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Cai neve em Bakhmut
Cai neve em Bakhmut os pés queimam e ela caminha sem saber para onde vai indiferente às bolas de fogo que silvam sobre a sua cabeça. Estrondeiam escombros de onde surgem espavoridos esqueletos de velhos como ratos assombrados cai neve em Bakhmut os pés queimam e ela caminha. Um braço hirto de cadáver sem nome
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