Ricardo Godinho

tatuagem

Tatuagem

O pecado Fruto do corpo estilhaçado Que em mim se demorou, Tatuado me deixou O pecado.   Cada ruga, cada vinco Faz do corpo o meu destino. Sinto na pele O pecado. Como se faltasse um bocado Do que agora é Decadente e deformado Grande e decadente.   E a cada toque As ondas voluptuosas

Tatuagem Read More »

viver

Viver

A vida é apenas um intervalo entre nadas. O nada de ainda não termos nascido, e o nada de já termos morrido. A vida é escadas. É uma ligação entre dois vácuos iguais, mas diferentes. A vida é uma ponte entre a inexistência total e a vastidão do não ser, brutal. A vida é um

Viver Read More »

A Literatura pelos tempos - Idade Média à Idade de Ouro - Gisela Silva

Idade Média à Idade de Ouro da Literatura em Portugal

Se na Idade Média, os trovadores e a poesia lírica constituíram umas das principais manifestações literárias, testemunhadas pelos três Cancioneiros, os finais do século XIV foram o momento em que, para além da poesia, as crónicas fizeram finca-pé, relatando o que se passava na nação. Ora, tal permite-nos afirmar que, desde a crise de 1383-1385,

Idade Média à Idade de Ouro da Literatura em Portugal Read More »

queria um café de marcos neves

Queria um café

Queria um café? Já não quer? A mais famosa pergunta dos cafés portugueses permite-nos conhecer um dos erros linguísticos mais comuns e menos discutidos: o literalismo. Que se acuse quem, depois de usar a palavra «queria», nunca enfrentou a pergunta: «Queria? Já não quer?». Uma inocente piada de café, dirão. Talvez. Mas não deixa de

Queria um café Read More »