Revistas

Campo Santo

El que no sabe de amores llorona, no sabe lo que es martirio. Natalia Lafourcade, La Llorona Os lírios presenteiam o rio em tons de roxo, perdendo pedaços de si numa promessa de união que só se concretiza na morte e na penúria. O rio, incessável na sua correria até se desfazer no mar, tão […]

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Vermelho Requinte

— Oh! O Joaquim tem de compreender. Não podemos ter aquele tipo de acontecimentos nesta casa. — Armanda passou as duas mãos pela cabeça, como que a apanhar um cabelo invisível que tivesse fugido do gancho que prendia com firmeza o cabelo cinzento na nuca.­ — Não tenho nada! TI-REM-ME DAQUI! — Joaquim soltou um

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Dos ovos

Em deambulações em torno do conceito “não”(no contexto do mote para este número da PALAVRAR), dei com a mente engatada numa recordação que se tornou recorrente: a icónica cena dos ovos (protagonizada por Júlia Roberts). Compreendo que a associação de ideias seja forçada para todos os que não passaram pela década de noventa com um

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Três letras

«A infelicidade esconde-se na sombra.» A frase da obra “Bartleby, O Escrivão” de Herman Melville guia-me durante dias numa reflexão profunda e cuja conclusão não só me leva à contradição do sumo que dela bebemos, mas acima de tudo do quão importantes são os opostos na vida. O escrivão, caráter introvertido e misterioso, recusava-se a

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Silêncios

Entrou no comboio com uma única e persistente ideia na cabeça: fugir. A partida para outra paragem, outro espaço e até para outro tempo. Tinha sido rejeitada. Colocada sem qualquer ambiguidade perante a rutura. O coração parecia que se deslocava no peito. Passava pelas pessoas, sentadas nos bancos corridos da carruagem, com passos hesitantes, quase

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A Triste Rainha - Carolina Carvalho de Sousa

A Triste Rainha

A Casa das Senhoras Rainhas…   Começava a chover quando chegou ao hotel. Era o primeiro dia de inverno. Possivelmente, até escolhera aquele dia para o encontro para escrever essa frase no seu diário: ‘Era o primeiro dia de inverno… Ele chegou apressado, carregando um ramo de rosas, de olhar apaixonado…’ Não conseguiu que a

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livre

Livre

Batia-lhes apenas porque era o meu trabalho. Não porque quisesse ou porque me desse prazer. Era suposto fazê-lo e fazia-o sem hesitar ou sentir culpa. Havia quem gostasse, claro, de ver os escravos gemer, gritar, sangrar. Havia quem lhes escarrasse em cima e os pisasse quando estavam no chão. Curiosamente, esses eram os mesmos que

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