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Caminhos cruzados: Robert Walser e W. G. Sebald

Pergunta W. G. Sebald, no ensaio “Uma tentativa de restituição” (in Campo Santo), “quais são as relações invisíveis que determinam a nossa vida, como se estendessem os fios” entre acontecimentos distantes ditados por uma estranha lei que nos escapa. O que liga a prosa anímica do caminhante Sebald ao rasto já há muito extinto do

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A Fissura

Na lascívia da carne Onde pecados se aninham O corpo é altar de desenhadas tentações Riscadas a dedos A dois Entre sombras e luzes Entre o prazer desmedido e a entrega em heresia A alma rodopia sob estranha agonia É dança quase perfeita Entre culpa e euforia  Os olhos, escotilhas da luxúria Abrem-se concupiscentes Como sementes

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Segmentos

Pequena morte. Deleitante, doce, querida e intensa pequena morte. O meu mais desejado suspiro, o meu mais aconchegante gemido.           Sopro de vida ao fim.           Acaricio a tua face enquanto a minha mão desce ao meu ventre. Sinto-me. As minhas coxas perguntam-me por agrado, os meus sentidos por atenção. Passo os meus seios soltos

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Mas Também

A rua, usualmente, era movimentada. Ao anoitecer, morria. As lojas silenciavam-se, os veículos esfumavam-se; os candeeiros largavam uma iluminação amarelada. Ela ergueu os olhos, surpreendida, quando a luz do mais próximo estremeceu e se apagou, reacendendo-se logo em seguida. Toda a santa vez que ali passava… Ouviu-lhe o raspar dos passos. Retesou-se. Espreitou a montra

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