Sílvia Bernardo
Vontade de ser diferente Agosto 7, 2022 Chamo-me Maria, tenho 35 anos, e desde a mais tenra idade procuro dar um rumo à vida. Cedo, foi-me perguntado…
Vontade de ser diferente Agosto 7, 2022 Chamo-me Maria, tenho 35 anos, e desde a mais tenra idade procuro dar um rumo à vida. Cedo, foi-me perguntado…
Chamo-me Maria, tenho 35 anos, e desde a mais tenra idade procuro dar um rumo à vida. Cedo, foi-me perguntado o que queria ser quando crescesse. Do pouco que me lembro, a imagem que visualizo facilmente é que a maioria das crianças queria ser polícia ou cabeleireira — talvez porque na altura era normal ter
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Os outros Agosto 7, 2022 Não quero ser como os outros, nem posso ser. Onde está tudo o que não tenho? Fama, Reconhecimento, mestria inata…
Não quero ser como os outros, nem posso ser. Onde está tudo o que não tenho? Fama, Reconhecimento, mestria inata ao escrever? Estou sem prosa, sem poesia, sem drama. Posso, talvez, sem morrer, ser fantasma… Posso transformar o meu querer e vida Para refletir, sem espelho, o que entusiasma, Sem tamanho, comparação ou medida. Mas
Construo pontes Fevereiro 18, 2025 Construo pontes sobre rios revoltos em dias de tempestade Em provação defronte num fluxo convolto em momentos de fatalidade E… Onde começa o sopro da vida Setembro 7, 2024 Onde começa o sopro da vida, A fonte de onde tudo jorra, A corrente vivificante, que quando sentida Abre o… «Sem
António C. Guerreiro Read More »
A Como pássaro fluindo Por entre as gotas da chuva tempestuosa Ruma de ramo em ramo, chegando e partindo Durante a noite ansiando a manhã saudosa B Mas a manhã chega chuvosa Cinzenta e fria A tempestade ruge cavernosa Não se percebe se é noite ou dia C Mas o pássaro flui em constância Supera
Na tua pele Agosto 7, 2022 Imagina que tudo o que tens desaparece, que farias? Sentada no asfalto, observo os ténis, a linha da costura pendurada,…
Imagina que tudo o que tens desaparece, que farias? Sentada no asfalto, observo os ténis, a linha da costura pendurada, a sola escassa. O sol está a pôr-se, a brisa já se faz sentir, arrepia-me a pele. Facas espetam-se no estômago. O que anseio por uma sopa quente que o acalme! Olho em redor, cada
Sapatos de salto alto Agosto 7, 2022 Júlia olha de relance para o relógio. É cedíssimo. Nos últimos tempos, as insónias não lhe dão tréguas. Fecha os…
Clara de Santos Loureiro Read More »
Júlia olha de relance para o relógio. É cedíssimo. Nos últimos tempos, as insónias não lhe dão tréguas. Fecha os olhos, na esperança de que o sono a volte a embalar, mas sem sucesso. Tem horror a ficar na cama às reviravoltas e, por isso, rende-se. Espreguiça-se demoradamente e vai até à janela, já com
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