Revistas

Pecado

Ergo-me, imaturo, da prisão do mundo. Confesso que gostaria de saber sorrir. Não sei, a minha perspicácia é anónima. Escuto o vento que desliza pelo teu corpo curvado, bem sei que tem o nome de uma colina, bem sei que tem o sabor de um figo maduro – ditongo negro, longo, que aflige o ventre […]

Pecado Read More »

Anjo caído

Um voo de satisfação fácil e imediata, Dilata as sinapses, em caleidoscópio de sensações, Intencionando o sol De um êxtase ideal, Que possa preencher o vazio. Quase lhe cheguei, Até o calor derreter a substância Das asas E cair quebrado no chão duro. Na tentativa de mais uma vez Talvez seja a última, Talvez haja

Anjo caído Read More »

As dores

Sinto demasiado as dores, de quem só teve dissabores, durante dias sem fim.   Mas quando se acabar o papel, para escrever o que sinto na pele, o que irá ser de mim?   Já não sou como de início, em que me dedicava ao ofício, ao meu único ganha-pão.   E é duro ter

As dores Read More »

Fogo-fátuo

O meu olhar encontra o teu e palavras não são para serem ditas. Fecho os olhos.     A tarde é insolente.   Deverias tocar-me, vestir a minha pele como tua, reclamar o meu corpo como teu, abraçar-me demoradamente.   Mas a minha pele são chamas. São chamas que não consegues apagar, que te tentam e queimam,

Fogo-fátuo Read More »

Impúdicas vontades

Impúdicas vontades se impõem à minha bem-querença pelo teu corpo esquálido, delgado onde aporto freneticamente o meu sangue através das veias, artérias e capilaressempre que nos esventramos simbioticamente com as armas que a líbido legitimamente nos confereem manifestas loucuras e delíciasem exacerbado arroubo e absoluta entrega.

Impúdicas vontades Read More »

Letargia

Mil lágrimas colhidas, mil gemidos dados Costas torcidas com o peso do fardo Pulsos cerrados em costumes brandos Muralhas, ameias, fossos e prantos O medo é lei, continua a imperar Na voz austera que a torna a vergar   Promete que morre Desaparece, vai embora O nunca é tão tarde E a noite é masmorra

Letargia Read More »

Reminiscência

Alimentada em veneração,virou vício de perturbação. O que é real?Já não fazia distinção. Marcada:Era mel e fel,melodia e fantasia,sedução e rebeldia,fogo e gelo,loucura e obsessão.Amor. Amor. Amor. Amor.Exagero, fantasia e trama.Ciúme, vexame e drama. Quem disse que não se podia amar demais?Estórias e literatura de cordel,que nem estão descritas em papel. Amantes, seduzidos em Gala,ao

Reminiscência Read More »