Sandra Amado
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Ainda mal tendo começado, já o Novo Ano se nos apresenta com desafios e exigências que nos obrigam a refletir e tomar decisões. Quando nos preparamos para comemorar os 50 anos da Revolução de 25 de Abril que libertou Portugal de 48 anos de ditadura, ser livre é mesmo o lado certo para cada um
O lado certo é ser livre Read More »
Nunca me tinha passado pela cabeça. Até que, um dia, passou. E avancei, é claro. Depois já não poderia voltar atrás. É daquelas decisões que deveriam ser ponderadas, mas nem sempre isso acontece. Porém, no meu caso, até foi bem pensada. No entanto, a dúvida surge. Não que seja uma pessoa indecisa, todavia questiono-me se
Está no lado certo Read More »
Em plena adolescência, vi-me exposta a mais filmes de animação infantil do que se esperaria. A reboque da infância do meu irmão mais novo, acompanhei toda a produção Disney da década de 90 e início de 2000. Talvez pela idade em que o vi, ou pela quantidade de repetições a que fui exposta, é desta
Das meninas que vão para o inferno Read More »
Na casa, já só resta uma porta que não fecha e uma janela com vidros apedrejados por alguém. A água que lá existe nasce de uma mangueira fina que se estende, feito cobra, pela rua, desde a casa do vizinho, dois números de porta adiante, para encher a dezena de garrafões plásticos deslixados de um
Com-abrigo em casa abandonada Read More »
Pumba, catrapumba! Maria atirou a escova do cabelo para o chão. Deitou as mãos à cabeça e despenteou-se. — Nunca vou ser uma bailarina de verdade! — disse, olhando-se ao espelho que tinha no canto do quarto, de braços cruzados, língua de fora e franzido a testa. — Vem cá! Vou mostrar-te o que não
Num mundo compelido pela incessante busca da singularidade, onde o tumulto da passagem do tempo coexiste com a solidão latente que se aloja nas brechas do quotidiano, o ser humano desdobra-se num diálogo surdo. De um lado, estão os que marcham sob a égide do destino inescapável, embalados no aconchego da certeza de que o
«[…] e sem um forte afeto e humanidade no coração, […] a felicidade jamais pode ser alcançada.» Charles Dickens Faltam vinte euros. Ricardo pousou o rosto infantil entre as mãos. Nem o dinheiro espalhado na colcha de dragões, nem a pequena vaca de porcelana esventrada, o motivavam. Sentou-se no chão, joelhos dobrados, imaginando que obrigava
Palavras ensaiadas Read More »
O muro era tão alto que nem se vislumbrava o topo. E tão liso que era impossível trepá-lo. Tampouco se sabia de que material fora feito, nem como fora construído. Parecia sempre ali ter estado e, de facto, assim era. Jamais constara nos livros de história, nem fora sujeito nas estórias de alguém. Também se