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Da Esperança - Margarida Correia

Da Esperança

Perguntaste-me o que é isso, apontando para os joelhos esfolados. Respondi-te caí. Caio muitas vezes, sabes? Ainda te mostrei as palmas das mãos, calejadas e arranhadas. Os cotovelos negros. Toda eu um vaivém em cicatrizes,  feridas mais ou menos saradas que o sol amanhece na pele sem protetor. Sigo em frente, livre para atropelar o

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conto de natal

Um conto de Natal

            Aquele dia de véspera de Natal amanheceu frio. As nuvens, cinzentas e com manchas avermelhadas e doiradas, reflectiam, na geada branca, furtivos reflexos doirados. Pareciam empenhadas em melhorar o sabor e ajudar na cura das pencas tenras e quase albinas. Estas iam ser cozidas nas panelas de ferro de três pernas e saboreadas logo

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